Pages

0

Homens ricos são bons de cama?!?!?!

Li esta reportagem na Folha de São Paulo:

"Homens mais ricos proporcionam mais prazer às mulheres durante relações sexuais, segundo afirma uma pesquisa recém-publicada de dois cientistas da Universidade de Newcastle, no Reino Unido. Segundo o estudo, quanto mais rico é o parceiro, mais frequentemente sua parceira chega ao orgasmo. Os autores da pesquisa dizem que esse resultado é condicionado por uma "adaptação evolucionária" que faz com que as mulheres instintivamente selecionem seus parceiros de acordo com a sua percepção de qualidade.Entre os fatores identificados pelos pesquisadores como influências na frequência dos orgasmos relatada pelas mulheres, a riqueza do parceiro foi o mais determinante, segundo os pesquisadores".


Sorry, mas a realidade não é exatamente assim não... Vejo exatamente o contrário: homens ricos tem gastrite, invariavelmente mau hálito (porque não tem tempo de comer e por causa da gastrite), tem pouco cabelo, vivem cansados e estressados e quase sempre apresentam problemas para, digamos, "levantar" o instrumento de prazer. Se o ricaço for um herdeiro com uma vida leve, dolce far niente, pode até ser, mas é provável que o fato de ser mimado, egocêntrico e com senso de superioridade (eu não coloco minha boquinha aí, hein?), atrapalhe bastante a performance sexual. Fora o fato de que se a mulher sente prazer só pelo fato do cara ser rico, mesmo sendo um gnomo incompetente ou truculento, qual é a vantagem atribuída ao cara? Quero dizer, ele não fez nada de sensacional, só é rico! Agora, feio mesmo foi a história da tal "adaptação evolucionária". Quer dizer que riqueza é sinônimo de ser bonito, bom caráter ou carregar bons genes? Desde quando? Rico não fica doente, não tem câncer nem enfarto? Desde quando? Minha sugestão aos pesquisadores: comecem de novo fofos, porque essa "faiô" feio!

0

Ai, gente, eu tô ótima!!!!!

Dizem que a idade nos traz sabedoria, equilíbrio, compreensão etc. Deveria trazer mesmo, já que a experiência e o convívio com um universo maior de pessoas e situações serve como uma escola, um processo de formação sem diploma. O fim de um relacionamento, mesmo quando desejado por ambas as partes, sempre traz dor, sofrimento, culpa, e refletir sobre o que deu errado é um bom exercício para melhorar os relacionamentos futuros. Quando se trata de uma pessoa que tem uma carreira, acesso à informação e um grande grupo de amigos, esta sabedoria deveria ser multiplicada, certo? Pelas coisas que tenho lido no jornal sobre a "grande" estrela da globo, Suzana Vieira, este consenso não se aplica. Eu só estou comentando aqui no blog porque a entrevista foi publicada em colunas respeitadas que tratam de política e economia, e não apenas nas colunas de fofoca. Foi a entrevista mais sem noção que eu já li nos últimos tempos. Alterna estados de euforia, tristeza, raiva, saudade, entre outros sentimentos pouco recomendáveis, completados por um "estou ótima". São tantos absurdos que é difícil até escolher o que comentar...Começou mal pelo título, ingênua sim, burra, não. Well... como uma pessoa de sessenta anos pode se achar ingênua, é um mistério que não dá para solucionar. Depois, afirma que os psiquiatras e psicólogos que disseram que o problema do relacionamento dela estava na diferença de idade são todos uns idiotas e incompetentes. Mais adiante diz que precisou de quatro sessões de terapia para superar o trauma da separação (?!?). Desfia uma série de acusações pesadas contra o ex-marido defunto, buscando provar o quanto ele foi mau caráter e ela uma santa e termina chamando a amante de perversa, porque disse coisas horríveis no telefone (coisas que na verdade, revelaram quem era o ex-marido). Daí, não consegui entender. Ela queria continuar acreditando nas mentiras do ex-marido? A amante foi malvada porque revelou a hipocrisia e a safadeza que faziam com ela? Ela diz que nem Glória Peres inventaria um enredo desses, mas deve ter esquecido da novela Vale Tudo, porque Maria de Fátima e seu comparsa fizeram exatamente a mesma coisa (incluindo as compras superfaturadas), mas vai ver que ela não assiste novela. O que mais me espanta, é que uma situação tão previsível, tão clichê (homem mais velho se aproveita da mulher como teúdo e manteúdo) e a criatura ainda quer transformar isso tudo em algo especial, do tipo só eu sei o que passei... Mas mais ridículo do que esta situação, são as coroas de rabo preso mandando seus recados: monstro, safado, morra! Vítima? Pouco provável, pelo tom da entrevista só faltou ela dizer que pagou pelas transas com o sustento dele e os 47 pares de tênis. Dizem que só existe corrupto porque existe também a figura do corruptor. E neste caso? Só existe o aproveitador porque alguém completamente sem bom senso quer acreditar que um jovem trinta anos mais jovem pode se apaixonar perdidamente... Obviamente isso não é impossível, mas não nas bases que foram estabelecidas ali. Definitivamente eram bases que contrariam qualquer possibilidade de ser uma mulher "ingênua" enganada por um psicopata malvado.

0

Bundisfora...

Eu tenho minha coleção de micos acumulados ao longo da vida. Alguns são motivo de risada, outros ainda são dolorosos até hoje. Já passei por quase tudo, como ficar menstruada em uma excursão quando eu tinha 14 anos e todo mundo perceber (inclusive um pretenso namorado) menos eu, desmaiar na escola de saia e ficar com as calcinhas de fora enquanto era carregada para a enfermaria, desmaiar dentro de um ônibus lotado, perder os botões da blusa e ser avisada por outra pessoa, enfim, uma rica coleção de situações absolutamente embaraçosas onde vexame é uma palavra modesta para definir estes momentos. Por isso, quando eu vi esta foto do esquiador que usava um teleférico em uma estação de inverno em Eagle, no Colorado (EUA), só consegui pensar que alguém conseguiu o inimaginável! O cara ficou em situação delicadíssima ao ficar pendurado sem a calça, após um problema no sistema de trava do veículo da Skyline Express.Ele ficou com a bundisfora por 15 minutos, e o bilau também enquanto era socorrido por um monte de gente. Fala sério, todo o meu histórico virou fichinha perto deste King Kong...

0

Férias???

Durante o ano inteiro eu esperei por algumas semanas de paz, descanso e dolce far niente... O único problema é que todos os problemas domésticos parecem aparecer exatamente nestes momentos e o lar doce lar mais parece uma praça de guerra, if you know what I meaning... Recebi a indicação deste vídeo e tirando os quilos a mais e a cara de matrona, estou igualzinha a mom do vídeo, descontrolada tentando organizar o caos familiar...



29

Memórias do Coração

Ultimamente eu tenho tantas lembranças de coisas que aconteceram em minha vida que ando até preocupada. Fico pensando se vou morrer logo, porque qualquer coisa é suficiente para acionar uma lembrança antiga. Pode ser um cheiro, um som, uma referência, só sei que de repente vejo uma cena antiga direto do túnel do tempo. Nestas últimas semanas tem sido pior, mas acho que é por causa das festas de fim de ano, quando sempre lembramos daquelas tias velhas empoeiradas e esquecidas na hierarquia afetiva. Ontem eu assisti um filme lindinho, O Som do Coração. Embora seja uma história quase mágica, eu fiquei impressionada porque me lembrou um caso que uma amiga psicóloga me contou há bastante tempo. Um menino afirmou durante a terapia que tinha pesadelos constantes onde se via deitado no chão de um local com azulejos brancos na parede e muito sujo. O menino nunca contou para os pais sobre esse sonho, e ao conversar com eles sobre o tratamento do menino, a mãe começou a chorar, contando que o menino havia sido adotado e foi encontrado por ela com dois dias de vida abandonado em um banheiro público. Ou seja, os sonhos do menino nada mais eram do que uma lembrança real de quando ele tinha dois dias de vida! É uma história parecida com o mistério das pessoas que fazem transplante e dizem ter lembranças do doador. No filme, o menino passa toda a sua vida no orfanato porque tem certeza que seus pais o queriam muito e vão encontrá-lo através da música. Nem mesmo o agente tutelar acredita nele, mas ao longo da história vários fatos vão revelando a ligação especial entre ele e seus pais. É interessante porque o talento especial do menino para a música poderia ser explicado cientificamente pela genética, já que os pais são grandes músicos. Porém, nunca atentamos para outras formas de conexão que podemos ter com as pessoas, independentes do que é real ou não. Eu tive algumas conexões deste tipo na minha vida, mas não acredito que tenha valorizado estes momentos como deveria...Também já aconteceu o contrário, quando eu tive certeza do quanto era especial um determinado relacionamento, a outra parte agiu de forma desinteressada. Assim, para tudo dar certo, todas as forças tem que atuar de forma conjunta e harmônica, caso contrário, perdemos as oportunidades de encontros definitivos em nossas vidas.de qualquer forma, são reflexões sobre a esperança que existem em cada um de nós que é intensificada com as festas de fim de ano. Para não ficar fora do contexto, desejo a todos que passam por aqui um fim de ano com renovação de todos os sonhos e esperança por um futuro melhor para nós!

0

Sobre as Pontes de Madison

O filme As Pontes de Madison é mais do que uma bela história, é um filme que fala sobre as nossas escolhas e as eternas lutas internas que carregamos junto conosco para o resto de nossa vida: e se fosse diferente? Se tivesse dado certo, se eu tivesse sorrido, se não... Ninguém pode saber ao certo como seria se os caminhos escolhidos fossem outros, mas a possibilidade de escolher faz nossa imaginação correr solta durante algum tempo.Basicamente conta a história de um casal, ela uma dona-de-casa e um fotógrafo que viajou até a cidadezinha que ela vive para tirar fotos das famosas pontes de Madison. É um casal maduro, a relação deles é contada através de palavras, olhares, desejos, mas é tão delicado e impactante...Mesmo quem nunca foi casado acaba de perguntando ao final sobre suas escolhas em todos os relacionamentos. Há algumas semanas atrás conheci um homem casado muito interessante e apesar de nenhuma palavra suspeita ter sido dita,era evidente o clima de atração no ar. Não estou falando de flertes óbvios ou armação, estou me referindo exatamente ao contrário, quando a atração física existe e as duas partes, por inúmeras razões, reprimem e disfarçam ao máximo o que estão sentindo e a história morre por aí. Em alguns momentos esta situação é tão intensa que até as pessoas próximas percebem, porque não conseguimos evitar de olhar para os lábios do outro, as mãos não param quietas, qualquer piada é motivo de risadinhas nervosas, enfim, todo aquele ritual prévio que passamos várias vezes ao longo da vida. Só que neste caso, já sabemos de antemão que não vai dar em nada, diferente de quando estamos livres e solteiros e já nos imaginamos casados com três filhos... Aliás, isto é fato, nós mulheres pensamos mesmo nisso e não como uma visão romântica ou como estratégia de fisgar marido. Penso que é simplesmente uma verificação se o provável parceiro cabe em um quadro de convivência possível, caso alguma coisa abomine esta possibilidade, já descartamos logo. Não é um ensaio romântico, é estratégia de sobrevivência genética da espécie. Já saí com indivíduos que ao final da noite eu só podia pensar que não existiria nenhuma possibilidade de enquadrar a figura em nenhum contexto familiar ou com os amigos. Depois de classificado como diversão only, a coisa vai esfriando até que acaba... No caso deste homem em especial, tudo que fica depois de um encontro desses é a imaginação, o pensamento igual ao final do filme, o que aconteceria se eu fosse ao seu encontro? Toda a minha vida mudaria num instante? Nós seríamos felizes? Nossa paixão seria insaciável? Envelheceríamos juntos? Muitas vezes nada disso resiste ao próximo encontro, mas em alguns casos carregamos para sempre a lembrança de algo que poderia ter sido. É a eterna dúvida do "se", que alguém já afirmou ser uma palavra de duas letras que é sinônimo de inutilidade. Só ajuda o tempo a passar pensando besteiras...

0

Os Limites do Real

Ufa, depois de semanas de muito trabalho, pouco dinheiro e chiliques de chefes e subalternos, consigo voltar aqui. Mesmo não registrando minha surpresa, indignação e perplexidade diante dos fatos registrados nos jornais, acompanhei de perto as notícias. O único problema em acompanhar a quantidade de informações que rola na Internet hoje em dia, é entrar em desespero/depressão e querer descer no próximo ponto do movimento orbital do planeta Terra. Eu trabalho com inclusão digital, escrevo sobre os excluídos das novas tecnologias de informação e comunicação, mas tem horas que dá uma vontade enorme de ser um completo analfabeto digital, alguém sem o menor sentido de compartilhamento de informações. O que me leva ao desalento é não ter mais certeza do que é real e relevante e o que não passa de pura abobrinhagem. Tentando juntar os neurônios com o mínimo de razoabilidade, classifiquei as notícias a partir dos princípios da taxonomia de Bloom:



1. Ridiculus Esperadus: a separação hilária de Marcelo Vagabundo Silva e Suzana Sem-Noção Vieira


2. Antipaticus Agressivus: a separação violenta de Luana Piovani e Dado Senta-a-Mão.


3. Esperansosis Vulgaris: o convite de Obama para Hillary Clinton assumir uma pasta em seu governo (não sei porque razão os assessores não gostaram...).


4. Tragedis Molhadus: chuva no Sul do país, lembra muito 1985...

5. Cassadus Cassius Governare: o governador cassado e a indicação de uma quadrilha para substituí-lo.


5.Invejosus Sorbones: o ex-presidente Efeagá afirmando que Lula é isso ou aquilo. Vai acabar no museu do inconsciente se não liberar esta perseguição insana.

Back to Top